Domingo, 29 de Marco de 2020

Investimentos em novas usinas solares devem chegar a R$ 9,5 bilhões até 2025




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A energia solar representa pouco mais de 1% da matriz energética do país. Mas essa fatia saltará a 8% em dez anos, segundo o plano do governo. Os investimentos para sustentar a meta já estão em curso, segundo especialistas. Somente em grandes usinas solares, estão previstos R$ 9,5 bilhões em projetos até 2025.

Na geração distribuída, em que a energia solar é produzida em painéis em telhados e fachadas de casas ou empresas – além das fazendas solares (que geram e vendem energia solar em terrenos) – a estimativa é que outros R$ 16 bilhões sejam movimentados, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), em investimento, emprego e imposto.

– Essa fonte (de energia) começa a crescer de forma acelerada, num movimento semelhante ao que o setor eólico passou desde 2008 – diz Thiago Abreu, diretor da G2A Consultores, especializado em energias renováveis. O volume de energia solar que o governo espera incluir na matriz energética – 7 gigawatts (GW) – é suficiente para abastecer mais de 3,6 milhões de residências.

Enquanto a geração distribuída aguarda novas regras da Aneel, a agência reguladora, e do Congresso, grandes usinas avançam. Segundo a consultoria Greener, especializada em energia solar, os R$ 9,5 bilhões que devem ser investidos em novas usinas só consideram empreendimentos já contratados em leilões. Ao menos outros R$ 10,6 bilhões foram aplicados até 2019. – O total de investimentos não inclui os próximos leilões que a Aneel deve realizar. Portanto, o total até 2025 será maior — diz Márcio Takata, presidente da Greener.

Nova aposta - Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil no mercado regulado – no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras que têm concessão para vender energia na região. Mas Takata observa que o gatilho para o crescimento virá do mercado livre, no qual as empresas podem comprar energia de qualquer fornecedor. O estudo da Greener mostra que 5 GW em projetos de usinas solares devem ser destinados ao mercado livre.

As grandes usinas solares deram um salto no Brasil entre 2014 e 2019. São 90 em operação, especialmente na Região Nordeste, onde estados como Bahia, Ceará e Piauí se destacam. Mas há crescimento no Sudeste. Minas Gerais é o estado onde essa fonte mais avança, seguido por São Paulo. Na semana passada, a fabricante de equipamentos e investidora em energia solar Canadian Solar anunciou que obteve empréstimo de R$ 225,2 milhões do Banco do Nordeste do Brasil para financiar nova usina em Lavras, no Ceará, com 152,4 megawatts (MW) de capacidade.

A construção começa no segundo trimestre e ela entra em operação em 2021. A Canadian vai construir usinas em Pernambuco e Minas e já obteve empréstimos da ordem de R$ 1 bilhão. A Enel Green Power do Brasil, braço do Grupo Enel, investiu R$ 1,4 bilhão na construção de um parque solar em São Gonçalo do Gurguéia, no Piauí. A usina foi inaugurada no fim de 2019 e produzirá 475 MW.

A planta será ampliada e, quando estiver em plena operação, vai gerar energia suficiente para abastecer mais de 820 mil residências. Os painéis captam a luz solar nos dois lados, o que eleva a geração de energia em até 18%. – O Brasil avançou muito. Os leilões são competitivos, os contratos, de longo prazo, a incidência solar está entre as mais competitivas do mundo e a evolução tecnológica e a queda de preço dos painéis ajudaram muito – diz Roberta Bonomi, responsável pela Enel Green Power do Brasil.


Autor:Redação AMZ Noticias


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