Em sua missão de capturar o voto antipetista, Geraldo Alckmin (PSDB) partiu para o ataque contra Fernando Haddad (PT) ontem em Betim (MG).
Embolado no segundo lugar sem avançar nas pesquisas, Alckmin voltou a chamar os seus adversários de "adoradores de Lula", na estratégia de se firmar como o único candidato antipetista com chance de ganhar de Jair Bolsonaro (PSL).
"Precisamos verificar quem pode vencer para não retrocedermos. É só olhar o segundo turno", disse, referindo-se às simulações mostrando que Bolsonaro perde em quase todos os cenários. A campanha tucana estima que Haddad crescerá agora que oficializado como candidato do Lula.
"Acho que ele [Bolsonaro] não vai [para o segundo turno], mas se for é um perigo porque é um passaporte para voltar o PT", afirmou. "Você vota num e elege o outro, é um fato."
Em campanha na capital mineira ontem, a candidata Marina Silva (Rede) comentou sobre o adversário Fernando Haddad (PT), oficializado como nome do partido para a Presidência na terça-feira, com o aval do ex-presidente Lula, preso em Curitiba há cinco meses.
"Agora a eleição começa com todos os candidatos, e o candidatos vão ter que falar sobre suas propostas e sobre suas trajetórias", disse. "O candidato Haddad vai ter que responder para a população brasileira porque nos anos de governo Dilma e Temer o PT acabou com as coisas boas que tinha feito e aumentou as coisas erradas".
Ela não apontou quais seriam as ações extinguidas. "Sobretudo no caso da corrupção, porque que se tinha pleno emprego e agora temos 13 milhões de desempregados, porque que temos o agravamento da corrupção endêmica e sistêmica que desvia mais de R$ 200 bilhões por ano".
Autor:AMZ Noticias com FolhaPress