A juíza Aline Bailão Iglesias decidiu que o vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), conhecido como Letim Leitão, deve ir a júri popular pela acusação de ter encomendado o atentado contra o prefeito da cidade. Elson Lino de Aguiar (MDB) foi baleado na cabeça durante o crime, mas sobreviveu. O caso foi em janeiro de 2019.
Outras três pessoas acusadas de participação no atentado também serão julgadas pelo Tribunal do Júri. São elas: Paulo Henrique Sousa e Kelly Fernanda Carvalho, que teriam intermediado a negociação entre o vice-prefeito e o atirador e Gustavo Araújo da Silva que teria efetuado os disparos. Nossa reportagem tenta contado com as defesas dos citados.
Durante as primeiras audiências do processo os três primeiros negaram participação no crime e Gustavo Araújo assumiu os disparos, mas negou que fosse um atentado encomendado. Ele alega que invadiu a casa do prefeito com a intenção de roubar. Na decisão que levou os quatro a júri popular, a juíza aponta indícios de que o crime foi planejado.
Ela cita imagens das câmeras de segurança de um posto de combustíveis que mostrariam Gustavo Araújo conversando com o empresário Paulo Henrique Sousa horas após o crime. Há também referências a diálogos por WhatsApp entre o empresario e o vice-prefeito, assim como com Kelly Fernanda. A decisão de levar os quatro a Júri Popular é desta quarta-feira (1º). Ainda não há data marcada para o julgamento. Atualmente, o vice-prefeito responde pelo crime em prisão domiciliar. Ele está afastado das funções na prefeitura.
Todos os acusados vão responder por tentativa de homicídio com o agravante de ter empregado recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No caso de Letim Leitão há ainda o agravante do motivo torpe. A investigação da Polícia Civil apontou que o motivo do crime seria um desentendimento entre os dois políticos a respeito da divisão de propinas na cidade. A versão sempre foi negada tanto pelo vice-prefeito como pelo titular.
Autor:AMZ Noticias com G1