Com a desistência da pré-candidatura ao Senado, do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), na quarta-feira (2), o ex-deputado federal e candidato na disputa ao Legislativo, Nilson Leitão (PSDB), afirmou que, agora, pode conseguir vantagem na corrida eleitoral.
"A desistência dele eu soube pela imprensa, e é claro, que isso, acaba me beneficiando. Mas isso foi uma decisão totalmente pessoal dele, sem nenhuma negociação. E já começou a dar resultado, quem tinha o meu nome como plano B e o dele como plano A, já passa a migrar para apoiar da minha candidatura", disse ele.
Leitão se referia ao deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) que, antes, era apoiador ao nome de Pivetta, porém com a reviravolta no quadro político, decidiu se juntar ao também deputado estadual Dilmar Dal Bosco e aos irmãos Jayme e Júlio Campos.
Em relação à resistência do governador Mauro Mendes, em apoiar a sua aliança com o Democratas, o ex-deputado enfatizou que entende o posicionamento do chefe do Executivo. "É um direito que ele tem, é legítimo. Não o apoiei para prefeito em 2016, mas eu tenho uma relação de respeito com ele, eu não tenho nenhum estresse em ele não me apoiar, ele não tem obrigação alguma", explanou.
O tucano ainda disse que teve uma conversa com o presidente estadual do DEM, Fábio Garcia, e acredita que a conversação sobre a composição de chapa se resolverá de forma pacífica no dia da convenção do partido, no próximo dia 14 de setembro. "Conversei com o presidente, Fábio Garcia, eu acho que está bem pacificada essa questão. Vamos aguardar a convenção, para consolidar tudo o que estamos construindo", finalizou.
No último dia 17 de agosto, os irmãos Jayme e Júlio Campos confirmaram o apoio ao ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB). A decisão foi tomada antes do diretório do DEM anunciar o candidato escolhido para eleição suplementar ao Senado.
Leitão ofereceu a primeira suplência ao ex-governador, Júlio Campos, já que ele tinha desistido de sair como candidato devido ao fato de ser idoso e o mundo estar enfrentando a pandemia da covid-19.
Porém, em reunião no dia 27, o governador, Mauro Mendes (DEM), pediu para que Júlio abrisse mão da suplência na chapa encabeçada pelo ex-deputado federal. No entanto, os históricos da legenda, sob o comando da Família Campos, não aceitaram e prometeram levar a questão para a convenção da sigla.
Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital