Domingo, 24 de Maio de 2026

Inconclusão da BR 158 impede “Vale dos Esquecidos” de ter a melhor logística de MT




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Durante muitos anos a região leste de Mato Grosso foi conhecida como “Vale dos esquecidos’, por causa das dificuldades logísticas enfrentadas por quem mora e produz por lá. Mas, aos poucos, este cenário tem mudado e a perspectiva é de que, num futuro próximo, a região passe a contar com a melhor condição para o escoamento da safra no estado.

A transformação começa pela BR-158, que corta a região. São quase 800 quilômetros entre Barra do Garças e a divisa com o Pará.

Nos últimos anos, a agricultura avançou nesta região, especialmente com a conversão de áreas de pasto em lavouras. O aumento da produção tornou a rodovia um corredor fundamental para escoar os grãos em direção aos portos do arco-norte do país, reforçando a necessidade de investimentos constantes na manutenção e melhoria da estrada.

“A BR-158 liga Mato Grosso até Redenção-PA. Dali em diante, por rodovias estaduais, nós alcançamos o município de Palmeirante, a ferrovia Norte-Sul que leva as cargas para o porto de Itaqui. Essa rodovia sempre teve problemas de manutenção, mas felizmente hoje ela está ótima. Foi dado início à construção de pontes (no trecho paraense), substituindo aquelas ‘famosas’ pontes provisórias que foram feitas metálicas e depois também de madeira”, comenta Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo do Movimento Pró-logística.

Quem produz no Vale do Araguaia, ainda aguarda a conclusão do asfaltamento da rodovia em Mato Grosso. Durante décadas, o impasse estava no trecho que cruza a Terra Indígena Maraiwatsede. No ano passado, o Ministério da Infraestrutura definiu um novo traçado para a estrada, que agora irá contornar a reserva. “Já ficou definido que vai ser pelo contorno leste, o que vai também beneficiar os municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada, Alto Boa Vista.

Esse contorno já tem licença prévia. O governo já licitou o ‘lote A’ (que pega do km 201 na ponta do asfalto até Alto Boa Vista) e será licitado – por fevereiro ou março – o trecho que vai de Alto Boa Vista até o distrito de Alô Brasil. Obviamente, essas empresas terão que dar continuidade ao processo de licenciamento ambiental, mas acredito que vamos ter condição de início de obras em 2022”, afirma Edeon.

Além da pavimentação total da BR-158, a região também poderá ser beneficiada – em breve – pela hidrovia do Tocantins, como explica o diretor-executivo do Movimento Pró-logística. “Nós temos entre a BR-158 no Pará (em Redenção) e Marabá, a BR-155, que também está em muito boa manutenção. Nós vamos ter a hidrovia do Tocantins com o derrocamento no Pedral do Lourenço (previsto para começar a ser feito em 2022). Sendo feito esse derrocamento, nós vamos poder trafegar o ano inteiro.

Dessa forma, ali de Querência para o norte, vamos ter a melhor logística de Mato Grosso. Porque, em média, a distância por terra por modal rodoviário será em torno de 700 km e nós vamos ter 510 km hidroviário. Então, se a gente for comparar por exemplo com o trecho de Sorriso-MT a Miritituba-PA, são 1.100 km rodoviários e, de Miritituba a Vila do Conde são mais 1070 km por hidrovias. Então, dessa forma a importância da BR-158 ‘cresce’”, conclui.


Autor:AMZ Noticias com Canal Rural


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