Domingo, 24 de Maio de 2026

Família diz que sonho de jovem de Mato Grosso morta na fronteira Brasil e Paraguai era ser médica




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A família de Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, 19, uma das vítimas da chacina ocorrida na fronteira entre o Brasil e o Paraguai no sábado (9), afirma que tinha medo da violência naquela região, mas que a jovem estava realizando o sonho de estudar medicina no país vizinho.

O corpo da vítima, natural de Cáceres (MT), foiser velado e sepultado neste domingo (10) na cidade de Curvelândia, a 311 km de Cuiabá, onde vivem os familiares da estudante.

"A gente não queria que ela fosse porque sabia que era perigoso. Conversamos muito com ela antes de ela ir, sobre essa questão de perigo, mas isso era tudo ou nada para ela. Fazer o curso de medicina era a razão de viver dela, era tudo que ela queria. Ela estava muito feliz por estar realizando esse sonho, estava vivendo o sonho da vida dela lá", contou Silvana Moura, madrasta da vítima.

Em Curvelândia, a jovem morava com o pai e a madrasta, que têm um mercado no município, e irmãos. Ela iniciou o curso no Paraguai mas interrompeu os estudos para voltar ao Brasil por causa da pandemia de Covid-19. Em fevereiro deste ano, ela retornou ao país vizinho para dar continuidade à graduação.

A família recebeu a notícia da morte de Rhannye por meio de uma ligação telefônica de uma amiga da vítima e afirmou que não foi procurada por nenhuma autoridade policial, nem do Brasil e nem do Paraguai, para falar sobre o ocorrido.

"A gente não esperava uma tragédia dessa. Estamos em choque, nunca esperávamos passar por isso. Ainda estamos sem acreditar até agora. Meu marido [pai de Rhannye] está sem condições de falar, é um momento muito complicado, difícil", relatou Silvana.

A madrasta contou ainda que a família contratou um advogado no Paraguai para ajudar nos trâmites de liberação do corpo para velório e sepultamento, que devem ocorrer durante a tarde e a noite deste domingo.


Autor:AMZ Noticias com G1


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