Quinta-Feira, 09 de Julho de 2026

Ministério Público denuncia omissão de autoridades e avalia federalizar investigações sobre morte de ambientalistas




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Um mês após o assassinato de uma família de ambientalistas em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, o crime permanece sem respostas. Até então, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que guarda há mais de 15 dias por informações das autoridades sobre as investigações da morte de José Gomes, Márcia Nunes Lisboa e a filha deles, Joene Nunes Lisboa. Diante da omissão das autoridades estaduais, o MPF, em reunião nesta quarta-feira (9), anunciou que avalia federalizar o caso.

A família de José Gomes, conhecido como Zé do Lago, vivia há mais de 20 anos na localidade conhecida como Cachoeira da Mucura e desenvolvia um projeto ambiental de proteção de quelônios, repovoando as águas do Xingu com filhotes de tartarugas todos os anos.

Os corpos foram encontrados no dia 9 de janeiro deste ano e, pelo estado de decomposição das vítimas, o crime teria ocorrido cerca de três dias antes. As suspeitas iniciais são de que os autores do crime sejam pistoleiros. A motivação segue sendo apurada.

Para o MPF, os fatos são de extrema gravidade e se inserem em um contexto de reiterados ataques a ambientalistas e defensores de direitos humanos no país. Os fatos são investigados pela Divisão de Homicídios do município de Marabá e pelo Núcleo de Apoio à Investigação da Polícia Civil de Redenção e são acompanhados por órgãos de proteção aos direitos humanos, como a Anistia Internacional.

O MPF enviou em 14 de janeiro pedidos de informações ao Núcleo de Apoio a Investigações da Polícia Civil, à Delegacia de Homicídios e à Polícia Militar do Pará. De acordo com o MPF, apenas a PM respondeu aos ofícios, informando que ofereceu proteção policial aos familiares das vítimas da chacina.

 


Autor:Redação AMZ Noticias


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