Domingo, 24 de Maio de 2026

Ex-diretor do Facebook afirma que uso da rede social é tão viciante quanto uso de cigarros




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Em depoimento enviado ao Congresso dos Estados Unidos, o ex-diretor financeiro do Facebook, Tim Kendall, afirmou que a rede social foi construída intencionalmente para ser tão viciante quanto cigarros.Perante o Subcomitê de Comércio e Proteção ao Consumidor da Câmara, Kendall diz que a rede social é tão nociva à seus usuários, que ele teme que cause uma guerra civil.

O depoimento foi publicado na quinta-feira (24) e afirma ainda que os algoritmos são criados para facilitar a disseminação de informações mentirosas e lançam sementes para o que ele chamou de "crise de saúde mental", principalmente entre adolescentes.

"Trabalhamos para deixar a rede social viciante desde o início. Os serviços de mídia social que eu e outros construímos nos últimos 15 anos serviram para separar as pessoas com velocidade e intensidade alarmantes", afirmou ele. "Temo que na pior das hípoteses estejamos à beira de uma guerra civil." 

Kendall explicou como funciona esses mecanismos que geram vícios em seus usuários, e os fazem retornar sempre.
"A mídia social ataca as partes mais primitivas de seu cérebro. O algoritmo maximiza sua atenção, entregando a você repetidamente conteúdos que desencadeia suas emoções mais fortes — isso visa provocar, chocar e enfurecer", disse ele. 

Logo depois, ele explica no depoimento, como redes sociais trabalham de forma similar à da indústria de cigarros. "Da mesma forma que empresas de cigarro acrescentaram açúcar e mentol a seus produtos, para a fumaça ficar retida mais tempo nos pulmões, o Facebook colocou atualização de status, curtidas e marcações de fotos", afirma. "Isso tornou o status e a reputação primária o mais importante [na rede social], e lançou as bases para uma crise de saúde mental entre adolescentes." 

Histórico ruim - Kendall foi contratado pelo Facebook em 2006, como seu primeiro diretor de monetização. Ficou na empresa até 2010. Segundo ele, não demorou para entender que a empresa estava interessada em lucros acima de tudo. "Procuramos obter o máximo de atenção humanamente possível e conseguir em lucros sem precedentes", disse Kendall.

Em agosto, um engenheiro da empresa pediu demissão e disse que a empresa "estava lucrando com o ódio". O subcomitê que tomou o depoimento de Kendall afirmou que a disseminação de conteúdos do tipo pode sofrer regulação estatal no futuro.


Autor:Redação AMZ Noticias


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