O diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, disse em entrevista ao Jornal do Meio Dia, na ultima sexta-feira (4) que demarcação de terras dos povos indígenas não resolverá outros problemas maiores, como saúde, educação, que atinge diretamente a população.
“População indígena tem muitos problemas que precisam ser solucionados e a quantidade de terras não é uma delas. Não vai resolver um problema muito maior de saúde, educação, logística e até cultural. (Solução de outros problemas) Não vai ser com a quantidade de terras”, disse Manzi.
O tema sobre demarcação de terras indígenas voltou ganhar repercussão após evento "Chamado do Raoni", realizado no fim de julho, em São José do Xingu. O principal objetivo do evento era discutir problemas que afligem a população indígena no país, entre eles, demarcação de terras. Cabe destacar que a temática também é defendida pelo Governo Federal. “Temos uma atividade de longo prazo que é a pecuária. Os produtores estão lá há décadas”, defendeu.
A bancada bolsonarista de Mato Grosso encaminhou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD -MG), um requerimento de informações ao Ministério da Justiça sobre o estudo iniciado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para demarcar as Terra Indígena (TI) Kapôt Nhinore, localizada nos estados do Pará e Mato Grosso.
O documento é assinado pela coordenadora da bancada federal, senadora Margareth Buzetti (PSD-MT). A ação é uma "ofensiva" contra regularização fundiária que poderá, se aprovada, a desapropriação de 201 fazendas que fazem divisa com a TI. A medida foi tomada após reunião com o governador, Mauro Mendes (União) e os parlamentares federais de Mato Grosso. Só não participaram do encontro Emanuelzinho (MDB) e Flavinha (MDB).
Nesta semana, deputado estadual, Valdir Barranco (PT), ao ser questionado sobre ação dos políticos da bancada bolsonarista contra demarcação de terras, disse que não é papel de parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tratar sobre o tema e a bancada está realizando o trabalho que cabe a eles. Conforme a Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), no estado existem 43 povos indígenas.
Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital