Na última sexta-feira (19), agentes do ICMBio que participavam de uma ação de fiscalização de combate ao desmatamento foram ameaçados no interior da Floresta Nacional de Itaituba 2, em Trairão, no Pará.
Uma ponte foi queimada para evitar a passagem dos servidores e tiros foram disparados. No dia seguinte, um homem foi preso em Buritis, em Rondônia, após atear fogo em carros do Ibama.
Após as ocorrências e com relatos de acirramento de ânimos na região Amazônica, o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, anunciou nesta quarta-feira (24) o envio de tropas da Força Nacional para reforçar a operação de combate ao desmatamento ao longo da BR 163, no Pará.
Ao longo da semana, houve relatos de uma possível retirada de servidores da região, informação desmentida pelo ministro, que afirmou que as ações continuam. “As equipes de fiscalização permanecem em campo e vão continuar com a operação de combate ao desmatamento”, disse. “Não vão nos intimidar”, declarou o ministro.
Uma portaria do Ministério da Segurança Pública da Presidência da República, autorizando o emprego da Força Nacional no auxílio às ações do ICMBio, deverá ser publicada nesta quinta-feira (25). Terá validade de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período.
“A partir da publicação da portaria, os integrantes da Força Nacional (parte deles já se encontra na região) poderão se juntar, imediatamente, aos efetivos do ICMBio para reforçar a operação”, esclareceu o presidente do ICMBio, Paulo Carneiro, que também participou da coletiva, juntamente com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. O Ibama já têm convênio com a Força Nacional.
Equipes continuarão na Amazônia - As tropas federais vão se juntar às equipes de fiscalização para garantir a segurança dos servidores, principalmente após o comando da Polícia Militar do Pará informar que só poderia manter seus homens em campo, ajudando o ICMBio, até segunda-feira (29).
Além da Força Nacional, a operação de combate ao desmatamento nas UCs federais, que vai entrar na sua 14ª etapa na próxima semana, terá ainda o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e, também, do Ministério Público Federal, que atua no combate a crimes ambientais.
“Nossa resposta é rápida e conjunta. Não vamos permitir que grupos criminosos destruam o nosso rico patrimônio natural, as nossas florestas, em especial a Amazônia. Eles terão sempre uma reação forte do governo brasileiro”, afirmou o ministro, ao lembrar que toda essa mobilização inclui ainda os governos estaduais, as comunidades indígenas e outros setores da sociedade
Autor:AMZ Noticias com Assessoria